Sunday, January 13, 2008
Saturday, January 12, 2008
A couple of months later…
These five short movies shows an interesting part of the journey. In Venezuela and Brasil I am together with five other travellers. Without them I would have not been able to cross Amazonia, due the dimension of the challenge itself, the risks and dangerous.
Most travellers avoid this road picking the boat on a five days trip from Manaus to Porto Velho. It was one of the high points of the journey, but also the thoughest not to say the biggest chalenge I ever faced on a trip.
I have crossed the northest border of Bolvia alone on my motorbike on a lonely trip to Buenos Aires running 4200km. Besides the good moments shared with a group things are never the best but when you are on your own…
Movie 1: Venezula, From Caracas to Salto Angel, Crossing to Brasil
(Still in the edition stage)
Movie 2: Amazónia “BR319″
Movie 3: Crossing Bolivia, from Cobija to Villazon
Movie 4: Crossing the Andes, Carretera de la Muerte to La Paz
Movie 5: Enjoying the lonely and beautifull Altiplano Boliviano
Wednesday, August 15, 2007
Bolivia, Jóia SulAmericana
The other web page: http://stones.no.sapo.pt/transamazonica.htm
Movie List in this Blog: – Bolivia Part1 – Bolivia Part2 – Bolivia Part3 – Brasil BR319
Ao chegar á fronteira Brasil-Bolivia e a cerca de 100km do Peru iniciei uma nova viagem a solo. Foi com muita espectativa que iniciei este trajecto. Para trás ficaram muitos quilómetros e muitas aventuras, em especial a inesquecivel BR319.
Assim entrei na Bolivia.
BOLIVIA, PART I
No Pando Boliviano, entrei pela fronteira mais a norte com o Brasil. Queria seguir sempre para Sul até chegar aos Yungas a norte de La Paz, com o mapa e o GPS procurei convencer os locais de que a estrada existia. Policia e guardas fronteiriços desaconselharam a tentativa que me podia enviar para trás 300km. Assim andei para Este 400km num trajecto paralelo e retrocesso ao que seguia, mas pelo menos era seguro que pelo menos a estrada existia. O trajecto no GPS apresentava desvios até 50km no mapa,gasolina não havia, civilização era muito pouco e quando podia estabelecer comunicação,a pergunta era: Hay Gasolina? As respostas não variavam muito porque gasolina não havia, por isso ainda na cidade fronteiriça de Cobija, comprei reservas um alcance razoável. Os guardas fronteiriços indicaram-me o local e como descobrir gasolina. Segui até ao aeroporto local e por uma estrada esburacada entrei num bairro com casas de madeira com uma só rua, onde a meio avistei uma garrafa de plastico cheia de água na vedação da casa, só me venderam seis litros, mais á frente consegui encher o depósito, mesmo ao dobro do preço era o que eu precisava para seguir viagem. Não simpatizo com cidades fronteiriças.
E foi assim que me meti á estrada…

Ao avançar no território fui tomendo contacto com a realidade desta região e entendi o porquê da crise de combustível: não só o facto das vias de comunicação não serem as melhores mas no Inverno quando os rios baixam os desníveis impedem por completo o acesso do camiões cisterna a entrar nas várias balsas que a todo o momento se têmque tomar para atravessar os rios. E com isto há sempre quem tenha cinco litros de gasolina de muito má qualidade para vender pelo menos ao dobro do preço.

Sheraton: Lugar, Terra, Hotel, Restaurante. Todos me falam no Sheraton e que quando lá chegasse podia comer dormir e até conseguir alguma gasolina, e assim foi…Um casal construiu 30 anos atrás a sua casa onde ainda nos dias de hoje a cidade mais próxima com hospital se situa a um dia de viagem. também aqui consegui uns litros de gasolina para seguir viagem. Este lugar vale tudo e por tudo. Um tecto para dormir e um pouco de comida e água, no dia seguinte estava recomposto…
No final da planicie ao passar numa aldeia o guarda da portagem madou-me parar, atrás de mim tinha um grupo de viajantes que queriam conhecer-me. Viajantes Bolivianos nas suas motas, que iam para Trinidad, uma cidade na provincia de Beni. Aproveitei o momento para descontrair e jantámos por ali. Conhecer estes viajantes foi um momento muito interessante e só segui viagem na manhã do dia seguinte.
BOLIVIA, PART II
http://www.youtube.com/watch?v=dRhKNrafWhw
Ao longe avistam-se os Andes de quem entra pelo norte. Daqui para a frente seria sempre a subir dos 180m de altitude que desde há centenas de quilometros era invariável até aos 4670m a entrar em La Paz.

“Carretera de la muerte” Fica sempre mais estreita quando cruzo com camiões de frente, e os precipicios ficam subitamente mais profundos. O cenário é espectacular e na estrada o perigo espreita a todo o momento. Esta é uma pista única.

Altiplano Andino. Illimani (montanha) ao fundo- A montanha oferece as suas encostas ao vale de La Paz. Muito frio a uma altitude que oscila entre os 4200m e os 4300m e que são necessárias algumas centenas de quilômetros para cruzar este Altiplano.
Tiuhanaco - Parei para visitar o centro espiritual e politico desta civilização que precedeu o império Inca. A história e cultura Sul Americana é muito interessante e os registo são principalmente a impressionante arte arquitectónica que perduraram até aos nossos dias.

Puerta del Sol

Sajama – Parque nacional, Fronteira com Chile. altitude 4200m. Longe de todos e longe de tudo.Aqui o tempo não corre, ninguém corre e o frio gelou a mota e o motor e eu gelei também. Só com a radiação das onze da manhã e a ajuda de um painel solar para revitalizar a bateria consegui seguir viagem. Passei lá por detrás da montanha e almocei na aldeia de Sajama, pelo caminho alguém me vendeu um pouco de gasolina para regressar á civilização.

La Paz – Encontro com outros aventureiros belgas, para quebrar a solidão das montanhas e falar destas e outras viagens.

Estrada de acesso a La Paz. A altitude e as temperaturas de Verão gelasm este lugar e para quem vem da selva o choque térmico até me entrou nos ossos, foi um pouco doloroso, mas mais á frente viria a ter muito mais frio.

Passagem aos 4678m de altitude.

Casal de ingleses na “Carretera de la muerte” em bicicleta.
http://www.youtube.com/watch?v=VVi0t7TdM_U
Paisagem do Yungas entre Coroico e La Paz

Finalmente em Tupiza, para chegar ainda fiz uma “especial nocturna”. Foi uma dia de viagem com muitos Quilos de pó, comidos e cuspidos, na única estrada para o sul, cruzar-me com um camião era ficar parado numa imensa nuvem de pó até que conseguisse recuperar a visibilidade para avançar.

Sunday, July 1, 2007
BR319
Click to watch the movie.
A BR319 é um desafio sem par e só quem por lá passar poderá entender a dimensão deste percurso.
Confesso que nâo esperei este caminho. Entrei por ali dentro sem fazer idéia do me esperava verdadeiramente, e como é óbvio só me dei conta quanto já estava bem dentro da aventura. Esteve por detrás do sucesso desta etapa uma determinaçâo muito grande do grupo, motas surpreendentemente robustas, e vontade de chegar a algum lado. Se no inicio do percurso tinhamos uma idéia de chegar 600km á frente e encontara a cidade Humaitá onde poderíamos abastecer, já no final chegar a qualquer lado que servisse um copo de água era a ambiçâo suprema, pelo menos para mim.

BMW GS80 (1982) – BlueAmazon
Carreguei a GS com 50 litros de gasolina na cidade de Castanho já a Sul do Amazonas, água e estava pronto para a partida. Quando saí da bomba pensei que levava um pouco de peso a mais, o volume era grande e pesado na parte de trás da mota eu equilibrava o peso e o motor fazia o resto…assim até ao final.

Lama sem fim

A primeira ponte foi a que custou mais, tiram-se as medidas, olha-se lá para baixo, pontapeiam-se as tábuas para verificar o estado de conservaçâo, enfim todos os “requisitos de segurança”
. As que vieram a seguir o importante na travessia era apontar para um tábua e chegar do outro lado de preferência sem entrar por um buraco qualquer ou perder o equilibrio,pois seria uma fatalidade. Foi assim que as passámos todas e eram bastantes.

Mais lama…

Afinaçôes para lama…

Acampamento no km402 e o fim do primeiro troço…
Saturday, June 16, 2007
De Caracas a Manaus
Esperámos dois dias para desalfandegar as motas e ao segundo dia repentinamente abriu-se uma luz e começamos a ver que retirar as motas começava a ser uma possibilidade real. Assim e sempre no último momento conseguimos ter os documentos da Alfandega na mão e ter as motas na rua antes que o armazém no interior da alfandega fechasse. Tê-las na rua não significou no exterior por isso quando tudo fechava ás 4 da tarde e tinhamos que desmontar os caixotes e armar as motas para as colocar do lado de fora a tempo era “missão impossivel”, e apercebem-nos rapidamente que para as tirar ainda nesse dia alguém ía lucrar com isso e assim foi. Com o empenho do despachante e do representante da transportador que nos sempre nos ajudaram levamos as motas para o exterior e terminamos os apertos já no hotel.

Nessa noite enquanto preparamos as motas para o dia seguinte tivemos uma visita dos L.A.M.A.S de Caracas. O grupo de Motards e compatriotas quando teve conhecimento da nossa passagem por Caracas veio ao nosso encontro e acabámos a noite num agradável convivio.
No dia seguinte seguiriamos para Oriente pela estradas que nos levaria mais á frente para Sul na Direcção do Brasil mas ainda houve tempo para uma sessão de fotos, entrevista e um excelente almoço uma vez mais com o nosso amigo Pablo e Oscar.

Finalmente estavamos a rolar estrada fora e condizíamos os nossos destinos novamente.
Em Puerto La Cruz, e por iniciativa do Pablo já éramos esperados por um grupo de Motards também portugueses que na maioria conduziam GoldWings. Ao entrar na cidade já de noite as Goldwings fizeram de batedores e abriram caminho por entre o transito da cidade, fecharam cruzamentos para que passassemos e não parámos um vez, incluindo semaforos no vermelho. Este “filme” durou até que chegássemos ao restaurante de outro compatriota madeirense “Rey Pollo”.
Nessa noite tivemos mais um anfitrião de grande nível e boa disposição. O Ruben acolheu-nos e tratou-nos soberbamente em sua casa cuidou de nós até nos trazer na manhã seguinte aos limites da cidade de Barcelona donde saímos em direcção ao Sul.
Aqui despediamo-nos desta maravilhosa gente Venezuelana que nos apoiaram todo o tempo, que nos fizeram sentir em casa e em familia sem nunca nos termos visto antes. Isto tudo só pelo espirito que une a todos os que partilham o gosta pela aventura e pelas motos.
…Vamos agora para Canaima…

Chegados a Ciudad Bolivar preparámo-nos para partir no dia seguinte para o parque natural de Canaima, num voo de uma hora e meia que o mono-motor calmamente percorreu.
Parque de Canaima

De manha acabadinhos de chegar passeámos no espectacular parque de Canaima, onde o rio transbordava pelas gigantes cascatas. Nessa tarde partimos depois de almoço rio acima até ao acampamento. A canoa serpenteou os Tupis durante três horas. Deixámos o rio Carraao e entramos num afluente. Entramos pela selva adentro à medida que o rio ficava mais agreste e com mais rápidos.

Chegamos ao acampamento já no final do dia. Jantar e amacas para descansar a noite. Na manha seguinte avançamos mais tres horas na direcçao do Salto Angel. Já bem no interior da selva subimos ao sopé do Tepui de 986m.
Salto Angel

Gran Savanna
Rumo a sul cruzamos a espectacular Gran Savanna, numa paisagem a perder de vista. A estrada perdia-se nas curvas ao longe e logo ao lado rios deixavam-se cair em espectaculares cascatas de água que fomos visitando no trajecto. A Venezuela ía ficando para trás e logo á frente estava a fronteira com o Brasil.
BRASIL
Ao cruzarmos esta fronteira estavamos a dar ínicio a um grande desafio desta viagem. Se até aqui tudo tinha rolado “sobre o asfalto” em breve tudo mudaria até a maneira como encaramos o cenário. Cruzamos a linha de Equador pouco depois de entrar no Brasil e fomos seguindo com destino a Manaus. Seria aqui que se decidiria o curso da viagem, ou seja, enfrentamos a BR319 ou nâo? Nâo demorámos muito a decidir e a presença do Gau, um brasileiro com um vastissimo curriculum de viagens em mota pela Amèrica desde Ushuaia até ao Alaska, resumiu o nosso trajecto numa viagem talvez de dois dias e com abastecimentos a cada 200km e por aí. Claro que era assim no tempo em que por lá passou, entretanto tudo mudou radicalmente, e nós com a informaçâo que fomos recolhendo prevenimo-nos o suficiente para uma autonomia de 600km e só nos faltou mesmo água pelo caminho que resolvemos com um precioso poço que encontramos no km402.

Chegámos ao coraçao da Amazónia.
Tuesday, June 5, 2007
Primeiras letras…
Tirei as malas do taxi e ali estava o André, eu era o segundo a chegar ao aeroporto. Subimos para o café mais a sua esposa e ficamos á espera do resto. Chegou o Dinis para se despedir, logo apareceram o Nuno com a esposa, o Carlos e a namorada, o Casimiro com os pais e o Teles, apareceram também o Martins e a Catarina para a despedida. Verificamos o voo atrasado 30 minutos, fizemos o check-in e com tudo em ordem seguimos para o aviao.
No voo aproveitei para descansar um pouco de uma noite em claro e lá se passaram oito horas até chegarmos a Caracas.
Pablo estava á nossa espera no aeroporto. Este anfitriäo venezuelano tranformou a nossas chegada numa calorosa recepÇäo que passou por nos levar ao hotel, visita à Gran Caracas, passamos por sua casa onde conhecemos a sua encantadora esposa e terminamos a noite num restaurante onde saboreamos a excelente gastronomia venezuelana num convivio memorável, Chevere!!
Pablo Fernadez é um médico de Caracas que adora motas e viagens, com um historial de viagens espectacular, tendo sido a sua última viagem um longo precurso de 20000km neste continente com a sua BMW LT, partilha um espirito aventureiro e descontraído que deu a este nosso encontro um muito agradável momento.
Daqui e uma vez mais o meu obrigado por tudo meu amigo.
Chegados ao Hotel no fim da noite, queriamos dormir mas as condiÇóes näo eram muito favoráveis, um intenso corrupio durou toda a noite no hotel, o calor, o jet-leg e o cansaÇo näo deixou o descanso chegar e na manhä seguinte já estavamos a pé logo logo á cinco e meia da manhä para ir para Los Roques, o que näo chegou a acontecer por näo haver voo de regresso no mesmo dia. Como a prioridade era levantar as motas na segunda-feira ficämos por Caracas e fizemos um passeio até ao Parque natural de Morrocoy, atravessamos uma espectacular zona de montanha e almoÇamos em Colonia Tovar.

Finalmente e já quase no final do dia chegámos ao nosso destino onde pudemos disfrutar das águas quentes do Caribe. Ficámos pr ali até ao cair da noite e assistimos a um magnifico pôr-do-sol no Mangal.

Chegada a Caracas

Olá a todos, por cá tudo bem. Vou deixar aqui alguma fotos dos nossos primeiros dois dias em Caracas.
Ainda nao temos as motas mas esperamos consegui-las amanha. Se tudo correr bem..
Depois volto com um pouco mais de tempo.
abracos
adolfo
Friday, June 1, 2007
